Natural
do Rio de Janeiro (carioca de Copacabana), jornalista cartunista, poeta
e artista gráfico. Ativista político, atuou ativamente na
resistência cultural durante os anos da repressão militar.
Foi o criador do movimento de arte da denúcia postal e participou
do movimento do poema processo.
Convocado por Coi Lopes a trabalhar sob
a ameaça de bombas foi de pronto ajudar no esforço de fechamento
do Pasquim e de suas publicações quando toda a equipe foi
presa pela repressão. Hoje seu trabalho volta-se para a pesquisa
e o estudo, sendo um andarilho cultural na integração Norte-Sul.
Desde 1987, desenvolve um projeto popular,
já tendo pintado mais de 16 km2 de muros no Rio de Janeiro com mais
de 600 artistas, as fachadas das casas de uma cidade no Sul da Bahia (Barra
de Caravelas), várias favelas e na periferia do Rio de Janeiro,
numa experiência de oficina de arte e humor junto às crianças
(mais de 5000) e ao povo.
Recentemente com a assistência de
Chica Granchi membro de sua equipe de interferências urbanas e mais
dez artistas coordenou a pintura de 12 painéis no Instituto Phillippe
Pinel no Rio transformando os corredores numa grande galeria de arte em
apoio à luta antimanicomial.
É membro do conselho da Fundação
Nacional de Humor (Teresina Piauí) e presidente da Sociedade Brasileira
de Humor Gráfico (RJ).
Já publicou e publica nos grandes
jornais do país.
Tem trabalhos em vários museus, coleções
internacionais, fundações e está catalogado na Congress
Library de Washington. Publicou vários livros e está em dezenas
de outros mundo a fora.
Em 1992 foi escolhido para o "One World
Art" prêmio ofertado pelo UNICEF, pela BBC de Londres, as TVs Alemãs
e o Conselho da Europa por seu trabalho junto ás crianças
e ao povo. Foi o primeiro brasileiro a recebê-lo e até hoje
o único.
Impressões:
Ziraldo certa vez disse: "Lapí parece
minha mãe. Não pode ver ninguém parado que logo, logo,
arranja alguma coisa pro cara fazer". Seu amigo e cartunista, Nani, chama-o
carinhosamente de: "Don Quixote de Lapí". Mas, Lapí, no fundo
é só o Lapí.
Cartum, dentro do cartum, dentro do cartum,
num discurso múltiplo.
"Lapi é um cara legal. Com ele não
tem mais papo de estéticas cansadas e absurdas, sistemas de repressão
do instinto criador em nome de padrões abstratos. Não: com
ele é no concreto, a criação direta e viva e concreta.
A tradução visual da intuição. O recado espontâneo
sem torniquetes. O saque. A vida. Falo porque vi. Não só
nos seus desenhos. Vi o seu processo. Um golpe súbito. Iluminação
instantânea. A idéia faísca na mente de Lapí
e ele a apanha entre seus dedos. Aí ele usa o material à
mão, sem preconceitos. Pena, pincel, fotos. Ele não se escravisa
à elocubração interior. Não se subordina às
condições externas. O que está diante de seus olhos
e dentro de sua alma são uma coisa só. Lapí é
um artista da pesada. Para ele, a criação não tem
territórios proibidos. É um caçador de imagens, signos,
explosões. Da ponta de sua pena, as imagens se articulam com uma
liberdade que, infelizmente, não é regra por aí. Seu
trabalho é um desafio. Contra o temor. Contra a neurose inibidora."
Luiz Carlos Maciel
"Escrevo atrás de um cartão
de Lapí. O que me espanta em seu trabalho é a sensação
de um mundo em perene relação dialética ( observem
o cartão: de uma janela aberta (para onde?) de um assoalho, da madeira,
na moldura ou no chão surgem ressurgem galhos, folhas. A natureza
transformada pelo homem e em seu nome destruida toma conta do espaço
que se abria para o nada, o caos do genesis. Peenche-o como o faria o próprio
ser humano reprimido. A janela assume assim a simbologia do ser liberto
do ser aberto de ser aberta pela mão que a construiu para a COMUNHÃO
HOMEM-NATUREZA ONDE A LIBERDADE DO PRIMEIRO É CONDIÇÃO
PARA O EQUILÍBRIO HARMÔNICO COM A SEGUNDA".
João das Neves - Grupo
Opinião-Rio
"Os Urbanóides de Lapí figuram
na linha de frente dos nossos quadrinhos. E não só dos nossos
quadrnhos (atuais), é bom frisar."
Moacy Cirne
"Lapí é mandala que somos todos;
ele, eu, você, o povo. O povo do mundo inteiro com todas as suas
influências entrelaçadas. O povo do terceiro mundo, em sua
ânsia de libertação e integridade."
Luiza Barreto Leite
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Lapí, he's really OK. With him you
just don"t see any off that boring shit, absurd stetics repression and
all that jazz. No sir. Lapí is concrete. A direct and alive criation.
A visual translation of intuition. A message right on target . Bullseye.
A real feeling you know, life itself. I'm sayng all of this because I've
seen it. Not only his drawings but his process. Instant ideas going straight
to his fingers. Once its there he uses whatever. He just doesn"t abide
to external conditions. What's in front of his eyes and what's inside his
soal in just one thing. Lapi is what he is - just out of his world. There
are no forbidden territories. He's hunter for images, signs and explosions.
From his pen and brush the images articulete themselves with such liberty
and unfortunatly you can look around for the same stuff but you just find
it. His work is a challenge.
Luiz Carlos Maciel
I'm writing on Lapi's postcard (post-cartoon).
What really astonishes me in his work is the sensation of a continuous
dialetic relationship (just take a closer look at the postcard: from a
open window to nowhere, from the floorm the ceiling from anywhere, stems,
leaves re-flourish). Nature transformed and destroyed by man take over
the space to nowhere, the caos of genesis. He manages to fill it up completely
as the opressed human being does. The window in this sense simbilizes ten
freedon of the being freed and opened by the hand built it, for the communion
of Nature/man where liberty of the prior is sole condition for the harmonic
balance of the latter.
João das Neves
Lapi's URBANOIDES is up front in our funnie's
Strips. And I really mean up front.
Moacy Cirne
Lapi is the Pony-Express rider in all of
us. Him me and you, the people. The people of all the world with their
influences interlaced. The people of the third world in their
anxiety of the liberty and integrity.
Luiza Barreto Leite
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