Ano II - Número 4
Rio de Janeiro, 29 de abril de 2000.
Sábado.
FICHA TÉCNICA E ELENCO
Autor: Rodrigo Rangel
URL: http://artes.com/folhadorangel
Web site by : artes.com
E-Mail: rangeis@uol.com.br
Revisão: Alfredo Boneff
Chargista: Sérgio Zoroastro
Elenco: Bel, Biel e convidados
NA COXIA
O Ator- Mentado - Oi, Rangel.
Rangel - ( entrando no teatro) Me deixa.
Atriz-te - Nossa, que horror, o que aconteceu com ele ?
O Ator-Mentado - Não faço a menor idéia. Êpa, peraí,...quanto foi o jogo do Flamengo contra o Vasco ?
A tris- te - Cinco a um !
O Ator-Mentado - Ué, então não tem sentido ele estar desse jeito, o Flamengo ganhou !
A Tris- Te - Cinco a um para o Vasco.
O Ator-Mentado - Não acredito que ele esteja assim por causa disso ! Gente de teatro , que deveria ser esclarecida, se preocupando com futebol?! É por isso que o Brasil não vai pra frente. Toda essa depressão por causa de um esporte??????
Rangel - (gritando de dentro do teatro) FUTEBOL NÃO É ESPORTE É ARTE, ESPORTE É VOLEI E PETECA.
A Triz-te - Viu, que mico que você pagou ? Deixa o cara, ele é o dono do teatro, a gente não pode fazer nada. E tem mais, eu gosto defutebol.
O Ator-Mentado - Você também ? Uma atrizzzzzzzz!!!!!!!!!!!! Deus me livre, eu falo que tenho time só por falar.
Rangel ( voltando furioso) - É ? E qual o seu time, hein? respode !
O Ator-Mentado - Vasco.
Rangel - Arghhttttttt !!!! Sabia ! Só podia ser Vasco ! É melhor você calar a boca e se preocupar em me ajudar, pois o espetáculo já vai começar.
A Triz-te - Mas eu sou flamenguista.
Rangel - Ah, tá bom, sei, sei,..você ? Deve ser daquelas que só acompanham a seleção na Copa,.....Não deve saber nenhum nome de jogador do Flamengo,.....(entra de novo no teatro )
A triz-Te - Clemer, Fábio Baiano, Juan, Luis Alberto,
Athirson,........
Rangel - (voltando correndo, abismado com o que acabou de ouvir) O quê você disse ? Meu deus, ela sabe mesmo. Como é que você sabe tudo isso ?
A Triz- te - Segredinho,.....
Rangel - Ai Meus Deus ! Não, não posso sair com você, eu sou casado.
O Ator-Mentado - E por acaso ela te convidou para sair ?
Rangel - Quando uma mulher fala pra mim a escalação do Flamengo, eu entendo como cantada, não tem jeito.É uma das coisas mais sensuais que existem.
PAUSA. DISTANCIAMENTO BRECHTIANO. RANGEL FALA PARA O PÚBLICO: " PUTZ, PEGUEI PESADO NESTA ÚLTIMA FALA". VOLTA À CENA.
A triz-te - Viajou,..ele está doente mesmo,.......
ATO 1 - Reflexões sobre o Produator, por Alzira Andrade
INTERVALO - Cursos e Concursos
ATO 2 - As "Viagens" da Gabi, por Gabi Lesaffre
INTERVALO - Estréias e Em cartaz
ENQUANTO ISSO, NO BANHEIRO DO TEATRO,........., por Mona Magalhães
ATO 3 - A História - GREVE
TOCANDO O CELULAR NA PLATÉIA - Henrique Tavares, da Sbat
GRAND FINALE - Pessoas e Variedades
APLAUSOS e VAIAS - E-mails recebidos
ATO 1 - Reflexões sobre o Produator, por Alzira Andrade
Alzira - Desde a Folha do Rangel número 1 quando li a matéria sobre o "Produator" fiquei rascunhando isso. Queria falar sobre o assunto mas faltava tempo para escrever. Finalmente após a temporada do Sangue Bom consegui colocar algo no papel.
Sabemos que hoje em dia o espetáculo exige cada dia mais profissionalismo e que profissionalismo custa caro. Não podemos nos dar ao "luxo" de dispensar um iluminador, um cenógrafo, um aderecista e outros profissionais que vão dar o verniz profissional ao elenco profissional que você tiver no seu espetáculo. A obra fica comprometida. Não tem o cenário ideal, a luz ideal,... e não fica um espetáculo ideal.
Para organizar e direcionar todos estes profissionais deveria existir um produtor profissional. Mas a meu ver nem sempre isso é possível e/ou desejável. Porque acho isso?
Porque o produtor deve estar intimamente ligado ao espetáculo, querer que ele seja realizado, ter resistência de ouvir um não e continuar. O que se encontra no mercado atualmente é uma infinidade de pseudo-produtores que se criaram na esteira das leis de incentivo e que não são produtores e sim captadores de recursos ou secretários de frente (que vendem espetáculos). Burocratas que muitas vezes são oriundos de faculdade de comunicação e marketing, com contato com empresas, e nenhuma, ou pouca, visibilidade do que é a montagem de um espetáculo.
As vezes um produtor será tão importante para a formatação final do espetáculo como o diretor e os atores nele envolvidos. Um pseudo-produtor, que foi a uns dois ensaios, achará que tanto faz substituir o figurinista pela costureira "minha vizinha", o cenógrafo por "um arquiteto amigo meu" e o iluminador pelo "o operador do teatro que faz a luz". Economizando aí acha que vai gerar maior "lucro". O produtor não é um gincanista ("vamos ver quem consegue dez metros de panos em 10 dias...") é um artista, um técnico da arte.
Daí eu achar que o PRODUATOR, o ator e produtor de seu próprio espetáculo, termo levantado por Rangel na 1º Folha do Rangel, é melhor que qualquer produtor deste tipo. Porque não podemos esperar que apareça o produtor ideal, e ficar a margens dos pseudos é desastroso. A solução é profissionalizar-me, ser Produtora e Atriz. Criar os próprios meios para que possa desenvolver o objetivo final do meu trabalho (o espetáculo) às vezes é a única saída.
Mas o que se espera da profissionalização deste PRODUATOR é o um desafio. Vêem-se falhas básicas em todos os percursos da produção. O que mais ouço das empresas são elas reclamando dos projetos que recebem. Erros de grafia e de gramática estão em primeiro lugar, depois projetos sem apelo comercial, mal estruturados e com desconhecimento das leis de incentivo. Apesar de muitas vezes serem profissionais sérios criam projetos ocos para as empresas. Me diga: Porque um banco apoiaria um espetáculo numa favela? Se não for criar um grande atrativo social e com isso eco na mídia não tem porque.
Depois do projeto, vem a organização e estruturação do produto. Quando não há respeito a orçamentos e cronograma de desembolso.
Durante a realização do produto o Produator não profissional acaba tendo problemas com a mídia e com os profissionais envolvidos ("afinal tenho coisas mais importantes para me preocupar no momento, estou em cena também")
Após a realização, junto com a sensação de trabalho cumprido vem a não verificação de retorno ao patrocinador, aos profissionais, e a continuidade de tudo.
Existem prós e contras de se auto produzir, mas como dizia minha avó:
"Quem não tem cão caça com gato."
Alzira Andrade - produtora e atriz
* Essa é boa ! Entrou no ar uma HP, com o objetivo de divulgar qualquer tipo de trabalho artístico na web. O endereço do Liberdade Cultural é http://www.liberdadecultural.com.br
ATO 2 - As "Viagens" da Gabi, por Gabi Lesaffre
Aqui estou eu novamente, comprovando mais uma vez a máxima
do teatro: "Na estréia dá TUDO sempre certo, e no segundo
dia quase TUDO dá errado!!" .Foi tudo bem na estréia
do espetáculo "Quem inventou o Brasil?" no Centro Cultural da Light,
entãovoltemos à vida normal...
Eu falei tecnicamente do Teatro Alfa, agora vamos aprofundar
mais, vamos para a parte onde os olhos brilham, afinal um teatro assim não
pode ser falado tão rapidinho!!!
O Teatro tem capacidade para 1213 pessoas, com
visibilidade total de qualquer uma de suas poltronas. O acesso da carga
é diretamente no palco, um dos raros teatros do Brasil em que não
se tem trabalho para descarregar.( Peguei teatro por ai que os carregadores
percorriam 100 metros e ainda subiam escadas, eram de 4 a 6 horas descarregando!!!
). O palco de quarteladas tem de abertura de boca de cena 12,90
m por 15 m de profundidade (sendo que o fosso da orquestra tem 6,90 m de
profundidade).
O Teatro Alfa possui tudo o necessário: cicloramas, linóleos,
pisos rosco para dança, piano de cauda e meia cauda, máquina
de fumaça, máquina de neblina, microfones, projetor de video
barco, intercomunicadores, monitores que permitem ver o espetáculo
acontecendo, etc. A iluminação é, acredito eu, a mais
completa do Brasil, toda digital com refletores ETC, mesas portáteis
(e tudo o que tem lá dentro tem dois de cada, pra no caso de um queimar
poder ser reposto sem problemas). O palco é de responsabilidade de
Fernando e os telefones são 11 56934000
Agora vamos ao Teatro SÃO PEDRO - PORTO ALEGRE
É administrado pela Sra Eva Soepher, é um teatro lindo,
antigo, inaugurado em 1858, prédio em estilo barroco português.
Uma das mais belas casas de espetáculo do país, decorada
em veludo e ouro. Possui placas expostas em homenagens a diversos artistas
no foyer do teatro. O chefe do palco se chama Marcos, o teatro tem
uma acústica ótima.Tem 606 lugares, palco italiano com 9,87
m de boca de cena, 4,20 m de proscenio e 9,30 de profundidade. tel 51
2275100.A platéia possui tb camarotes e galerias que somam dois
andares. A carga só tem acesso pelo palco através de um elevador
de carga do fosso (colado ao estacionamento) ao palco.
Possui pianos, intercomunicadores. Porto Alegre possui uma ótima
empresa de produção local chamada Opus, que dá todo
apoio, atenção e carinho necessários, o contato é
Paulo
ou Rejane tel 51 2318899. Eles são maravilhosos!!!!
Coloco aqui tb alguns contatos de festivais pelo brasil, vou mandando mais aos poucos FIQUEM LIGADOS!!!
Bahia - Festeatro
Cidade: Ilhéus / Realização anual / Período:
setembro /Mostra competitiva / Eventos paralelos: concurso de dramaturgia
Informações: Casa dos Artistas - Rua Joorge Amado, 39 Ilhéus
- BA CEP 45650-000 Telefone: (073) 231-8300 / (073) 983-5103 Fax: (073)
231-1836 E-mail: agaibe@bitsnet.com.br
Ceará - Festival Nordestino de Teatro
Cidade: Guaramiranga / Realização anual / Período:
setembro Mostra competitiva / Participação aberta exclusivamente
a grupos do nordeste / Eventos paralelos: debates Informações:
Associação
dos Amigos da Arte de Guaramiranga Rua Joaquim Alves Nogueira, s/nº
Centro - Guaramiranga - CE CEP 62766-000 Telefone/Fax: (085)
321-1213
Espírito Santo FENATE - Festival Nacional de Teatro
de São Mateus
Cidade: São Mateus / Realização anual / Período:
agosto. Mostra competitiva / Eventos paralelos: painéis e oficinas
Informações: Secretaria Municipal de Cultura, Esporte
e Turismo Sítio Histórico Porto de São Mateus,
s/nº São Mateus - ES CEP 29930-000 / Telefone:
(027) 763-1336 r. 209 Fax: (027) 763-2812 / (027) 763-1336 r. 213
Festival Nacional de Monólogos Prêmio Cidade de Vitória
Cidade: Vitória / Realização anual / Período:
setembro/outubro Mostra Competitiva Eventos paralelos: exposições,
oficinais e mostra não competitiva Informações: Prefeitura
Municipal de Vitória / Secretaria Municipal de Cultura a/c Verônia
Gomes / Rua Araribóia, 52 - Centro Vitória - ES CEP 29010-050
/ Tel.: (027) 335-8808 Fax: (027) 335-8964 e-mail: semc@vitoria.es.gov.br
Vou ficando por aqui e caso tenham alguma dúvida sobre produção
podem me enviar que eu tentarei ajudá-los
gabi.trp@terra.com.br
Gabi Lesaffre
Beijos e até a próxima !!!!!!!!!!!!!
* Rolando no Teatro Zimba , com direção do Dudu Sandroni, Quase Verdade, de Tom Stoppard (The Real Thing) .Com um excelente texto e um competente elenco nas mãos, Dudu Sandroni construiu um espetáculo em dois atos, divertido, ágil e inteligente, ressaltando o clima passado pelo autor para discutir as conturbadas relações humanas deste fim de século. "Os problemas apresentados pelo Stoppard neste texto são universais", comenta o diretor. O espetáculo ficará em cartaz no Ziembinski por dois meses, sempre as sextas e sábados, às 21h; e domingos e segundas, às 20h.
Espetáculo: Quase Verdade Texto: Tom Stoppard Tradução: Roberto Athayde Direção: Dudu Sandroni – Diretor Assistente: Marcos Ácher Cenários: Dóris Rolemberg – Figurinos: Maysa Braga - Iluminação: Djalma Amaral Temporada: de 14 de abril a 12 de junho Local: Teatro Ziembinski – Rua Urbano Duarte, 30, Tijuca. (Em frente à estação S. Francisco Xavier, do Metrô) - Telefone: 569-9071 - Preço único: R$ 10 Dias e horários da sessões: sextas e sábados às 21h; domingos e segundas, às 20h.
* Já no Casa da Gávea, está em andamento o Projeto D, que consiste no lançamento de um novo autor na cena teatral, através da montagem do texto Abatedouro, com estreia marcada para o dia 11 de abril, e na abertura de uma discussão sobre os problemas atuais da dramaturgia brasileira, por meio de 4 leituras dramatizadas de textos de autores inéditos. O texto Abatedouro fala de um homem que, oprimido pelo peso do casamento, planeja a morte de sua mulher, um plano perfeito. E as leituras serão realizadas durante a temporada do espetáculo Abatedouro. Para cada leitura convidaremos um dramaturgo reconhecido que, levantará, junto a este novo autor, um debate sobre a teatralidade do texto em questão, com o objetivo de encontrar, ou vislumbrar, senão uma solução, os problemas que ocasionam essa estagnação dramatúrgica. Para compor a mesa serão convidados outras personalidades representativas da nossa cena teatral, para discutir as questõeslevantadas. As leituras serão coordenadas pela Cia. Teatral Párias e a Santa Cia. de Teatro. assim sendo, ainda rolará :
Dia 8 de maio Texto: Vem Brincar na Minha Alma. Autor: Jupy Junior. Direção: Gustavo Damasceno.Mesa de Debates :Jupy Junior e: Gianfrancesco Guarniere .Mediador: Presidente da Sbat Carlos Eduardo Novaes Diretor : Zeca Bittencourt
Dia 22 de maio - Texto: Os Cálices
do Deus.Autor: Vitor Paes .Direção: Gustavo
Damasceno.Mesa de Debates : Victor Paes e Paulo Betti .Mediador:
Álvaro
de Sá (professor da Cal).Diretora: Celina Sodré
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(Obrigada, Rodrigo!). Espero não estar exigindo demais do meu anfitrião ao pedir as luzes...
Rangel (entra no banheiro em silêncio e em cada luz que vai
colocando se ouve:) Tíc,....Tíc,...Tíc,...Tíc,.....
Com o nosso ambiente de trabalho devidamente iluminado pelo nosso querido anfitrião, apesar dos Tíc,... tíc,... tíc, (ainda bem que não foram tantas lâmpadas assim, caso contrário, os tícs seriam bem mais perturbadores!), podemos relatar a importância da caracterização para um espetáculo.
Creio que ela seja importante para diretores, figurinistas e principalmente atores (Assim espero!). O se transformar fisicamente em outras pessoas, ter características próprias de outros seres é muito instigante. O ator, ao construir a sua personagem, utiliza vários meios, seja qual for o método: Stanislavski, Brecht, Grotowski, Artaud, ou gênero: drama, comédia, tragédia, rua, Commedia Dell’arte, Nô, enfim,para cada método ou gênero (simplesmente, estou apenas citando aleatoriamente, sem pretender defender ou analisar cada um dos acima referidos.), tem se a necessidade de completar fisicamente essa construção.
Para cada gênero ou método,temos algumas "regras" para a maquiagem. Stanislavski defende todos os recursos para a construção da personagem, seja cabelo, barba, cremes, tudo que colabore com o ator. Grotowski é radicalmente contra qualquer coisa que pareça desnecessário ao trabalho do ator, já Brecht a utiliza como forma de distanciamento. A comédia nos delicia com vários recursos, a rua requer grandiosidade. Não pretendo fazer uma tese, quero apenas esclarecer que para alguns atores ( sem referência à qualidade de trabalho) é muito importante se ver com um rosto diferente, um cabelo de outra cor, um abuso nas cores, uma barba "cheia e dura" - diferente daquela cheia de falha e dura de nascer.
E essa necessidade dos interpretes facilita muito o trabalho dos caracterizadores, pois, muitos colaboram na criação visual das suas personagens, ao passo que, outros atores ( sem referência à qualidade de trabalho) somente querem se ver lindos, sem rugas, semcabelos brancos, sem se ridicularizar. Muitas vezes, chegam a ser incoerentes: se temos a necessidade de colocar rugas, quer dizer que o ator não as tem suficiente, que a personagem tem a idade mais avançada que a dele, porém, chegam a nos impedir os argumentos.
Tenho um exemplo de total desprendimento: Um certo ator me perguntou se era possível fazer umas orelhas enormes para a personagem dele. Então, eu olhei as orelhas desse ator, não posso dizer que eram enormes, mas tinham um tamanho que não dava para passar desapercebidas. Ao perceber a minha expressão ele me disse: "Quero purgar todos os meus traumas infantis, da época em que me chamavam de Dumbo, orelhão e afins." Fiz os orelhões e eles renderam muitas gargalhadas durante as apresentações da Comédia.
Concluindo, a caracterização se faz não
pelo gosto pessoal do ator, mas dentro das necessidades
da personagem, do diretor, da proposta do gênero, do método e em
prol do espetáculo! ( sem referência à qualidade de trabalho)
.
ATO 3 - A História - GREVE
ESTA COLUNA A - I - N - D - A
SE ENCONTRA EM ESTADO DE GREVE ATÉ OS AMIGOS QUE SEMPRE DISSERAM
QUE TINHAM HISTÓRIAS E NUNCA ME ENVIARAM, COMEÇAREM A COLABORAR.
RELEMBRANDO : O M.E.R.D.A ( Movimento do Editor Revoltado Determinado a Aparecer) terá duração indefenida, até que alguém me envie alguma história de bastidores.
Coisas do Teatro,.........
Coisas do Teatro,.........
Rangel ( abrindo o celular que está tocando ) - Alô.
Henrique - Puxa, consegui falar com você !!!!! Estava ligando de outros telefones e não conseguia !
Rangel - Caro, Henrique, eu só estou atendendo telefonemas de flamenguistas, e o número do seu celular tem aqui na minha caixa, então eu já sabia que era você. Quando você ligou de outros telefones, não aparecia aqui de quem era, e eu como eu não queria correr o risco de conversar com vascaínos,não atendia.....
Henrique - Que jogo foi aquele, né ?
Rangel - ( interrompendo) Muda de assunto
Henrique - O Romário,.....
Rangel - ( interrompendo) Esquece isso,....
Henrique - Mas aquele Fabão é um ,......
Rangel - ( interrompendo) Deixa isso pra lá
Henrique - ( interrompendo) Aquele gol que o,.....
Rangel - Pára, POORRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Henrique - Tá bom, Rangel , desculpa, deixa então eu te falar o que eu gostaria. Posso ?
Rangel - Pode.
Henrique - Caramba, como você está seco, sem graça. Coitada da Ilana.
Rangel - Já aumentei o volume, pode falar.
Henrique - Tá bom, obrigado,....eu hein !!!!!,.......Caros Amigos,até hoje tenho produzido meus próprios textos - foram cinco montagens profissionais até agora.Ultimamente tenho escrito tanto que me dei conta de uma coisa: nem na próxima encarnação conseguirei montar tudo que sai da minha cabeça. Tenho duas peças novas saindo do forno: "Deus Por Ele mesmo", um monólogo onde Deus responde às mais variadas perguntas num programa de TV e "Bárbara Não Lhe Adora", a história de um grupo de teatro mambembe que, após receber uma crítica arrasadora, resolve se vingar sequestrando a crítica de teatro mais famosa do Brasil. Se alguém se interessar nessas ou em outras peças é só me ligar: 0xx21 263-1902.
Rangel - Acabou ?
Henrique - Iiiiiiiiiihhhhhhh, que humor hein, nunca te ví assim desse jeito, afinal.......
Rangel ( desligando o telefone na cara )- Tô sem paciência,..........
Volta, Romário, volta,........
* Estive com Karen Acioly na quinta feira. O filho dela faz futebol na quadra em que nós jogamos em seguida. Karen, apesar da linda e estufante barriga de 9 meses de gravidez, não pára nunca. Além de suas ( sempre talentosas )peças e projetos, está promovendo um encontro aqui no Rio, para se debater a formação do público infantil no teatro. Mais notícias darei no próximo número,esperem !!!!!!
*Minha alma está completamente desfigurada,
em frangalhos, a moral em baixa, as mãos tremendo, a depressão
forte, só minha esposa sabe do esforço que tive que fazer para
escrever este número,....mas isso passa,........... Volta
Romário,
volta
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
* Inté !!!!!!!
| @PLAUSOS
& Vaias
. . .
|
| Rangel,
Adorei a últimas edições da sua folha e gostei muito das charges na sua HP.Te espero lá no projeto D. Beijos Rose Dalney |
Rangel,
Em primeiro lugar, parabéns, seu trablho é excelente. Um grande serviço para o teatro. Na última Folha do Rangel, a de número 3, no Intervalo - Estréias e Em cartaz, há un pequeno equívoco ao registrar o elenco e técnicos da Paixão de Cristo. A produção executiva é de Célia Azevedo e não Carmem Azevedo. Beijos, Maria Carmen |
Querido Rangel
Recebemos a Folha do Rangel, ficamos contentes e muito agradecidos pelo
tua sempre generosa atenção, mas sinto que o
Um forte abraço
|
| Rangel,
Preciso urgente de uma resenha sobre o filme Central do Brasil, vc poderia me ajudar ou indicar um site onde pudesse encontrar? desde já agradeço sua atenção, lucimara@sti.com.br |
Rodrigo,
Fico feliz com a volta da "Folha" - cada vez melhor!
|
A Tris-Te - ( para o Ator-Mentado) Não acredito que a peça vai acabar e o Rangel não vai falar nada ! A Folha de hoje foi muito sem graça, burocrática,............
O Ator-Mentado - Isso é frescura dele, deve estar fazendo tipo !
A Tris-Te - Não sei não, fiquei com pena. Vamos convidar ele para jantar ?
O Ator-Mentado - É,...tá bom,.....pode ser uma boa idéia. Desde que chegamos não tivemos uma oportunidade dessas. Temos que falar da nossa peça para ele.
A Tris-Te - Isso a gente fala depois, vamos conversar outras coisas, para ele se destrair um pouco.
O Ator-Mentado - Tá bom, boa idéia.(chamando ) Rangel !!!!!!!!
Rangel (entrando) - O que você quer agora ?
O Ator-Mentado - Te convidar para jantar
Rangel - Até que enfim, você falou algo interessante ! Aonde você quer ir ?
O Ator-Mentado - Que tal,....Restaurante Português ?????????
Rangel ( sai correndo pela rua, igual a um louco) - NNNãooooooooooooooooooooo
!!!!!!!!!!!!!!!!!! Português nãoooooooooooo !!!!!!!
FRASE DA EDIÇÃO :
" É ? Em qual novela você trabalha ?"
Pessoas dos mais diferentes níveis sociais,
quando descobrem que você é ator/atriz.
(Volta, Romário)