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Afora a qualidade do texto de Analy A. Pinto e Izaias Almada, da direção e do empenho de atores e técnicos, o grau de repercussão alcançado pelo espetáculo deveu-se em grande parte à empatia experimentada pelo público, ao tomar contato com a realidade das prisões e torturas da ditadura militar, instaurada em 1964, no lugar mesmo onde foram perpetradas. Natural que quando as mesmas circunstâncias se apresentaram aqui no Rio de Janeiro - a transformação do prédio do DOPS carioca num centro cultural integrado ao Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro - LEMBRAR É RESISTIR fosse lembrada para mais uma vez participar desse rito de passagem. A peça se passa nos cárceres. O público é conduzido às celas, onde se desenvolvem os dramas. O tema são os bastidores da repressão, o dia a dia dos "porões da ditadura". Apesar de não haver cenas de tortura explícita, ela está sempre presente, marcando corpos e mentes. O espetáculo é uma colagem de situações vividas por presos políticos, baseada em depoimentos das vítimas do arbítrio. Não se trata de um documentário. É antes um desabafo poético calcado em fatos infelizmente reais. Para a montagem carioca, o diretor Nelson Xavier optou por adaptar o texto original. A adaptação foi realizada pelo escritor Ivan Jaf, que preservou o número e o teor dramático das cenas, acrescentando porém personagens e fatos do Rio de Janeiro. A intenção foi a de reproduzir no público daqui a mesma empatia estabelecida em São Paulo. |
Autoria
Analy
Isaias
Ivan
Direção
Nelson
Realização
GRUPO
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