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Sua atividade principal, sabe-se bem, não era o teatro. Era a poesia. Entretanto, não poderia deixar de fazer desta reflexão, uma pequena menção a essa figura ímpar de nossa cultura. A parte dessa necessidade, não é preciso fazer recordar que "Morte e Vida Severina" veio de suas mãos de engenheiro das palavras, poema dramático feito texto teatral por tantos e tantos diretores e atores, pilar de nosso teatro, fadado por sua dura beleza a ser o que é: estatisticamente, é o texto mais montado na história de nosso teatro. Para lembrar João Cabral, escolhi um de seus poemas que mais me tocam e que - afinal - pode tocar aos que como tantos de nós, vivem desta urgência da coletividade que é o teatro. Chama-se "Tecendo a manhã": "Um galo sozinho
não tece uma manhã:
Na próxima
reflexão:
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