Tairov,
diretor russo, fundador do "Teatro de Câmara", buscou, a sua forma,
reteatralizar
o teatro do começo deste século. Opôs-se a Stanislavski,
na
luta por uma arte
anti-naturalista. Mas também opôs-se a Craig, pois para
Tairov, a proposta
do pensador inglês centrava o teatro em sua plasticidade,
apagando-lhe a
figura fundamental, o ator. Segue uma passagem de seu
pensamento, extraída
de uma de suas conferências:
"O trabalho do
teatro, e em particular o do encenador, reflete-se largamente
na maneira de
tratar o material literário. Creio que neste domínio os belos
dias virão,
mas não começaram tão cedo, porque é muito
difícil chegar aí; os
belos dias virão
quando o teatro ele próprio criar os seus espetáculos,
talvez quando
não tiver mais necessidade da ajuda de um autor, mesmo genial
como Hoffman,
quando ele próprio inventar tudo o que lhe pareça de valor.
Enquanto não
chegamos aí, enquanto a maestria teatral não tiver adquirido
a
fineza desejável
para atingir um objetivo difícil, deveremos utilizar um
material literário
para criar os nossos espetáculos."
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Alexander
Tairov (1885-1950)
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Na próxima
reflexão:
Eric
Bentley
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