O texto que
segue é o prefácio do livro "O ponto de mudança",
do diretor
inglês Peter
Brook, um dos mais importantes pontos de referência da cena
contemporânea
ocidental:
"Nunca acreditei
em verdades únicas. Nem nas minhas, nem nas dos outros.
Acredito que todas
as escolas, todas as teorias podem ser úteis em algum
lugar, num dado
momento. Mas descobri que é impossível viver sem uma
apaixonada e absoluta
identificação com um ponto de vista.
No entanto, à
medida que o tempo passa, e nós mudamos, e o mundo se
modifica, os alvos
variam e o ponto de vista se desloca. Num retrospecto de
muitos anos de
ensaios publicados e idéias proferidas em vários lugares,
em
tantas ocasiões
diferentes, uma coisa me impressiona por sua consistência.
Para que um ponto
de vista seja útil, temos que assumi-lo totalmente e
defendê-lo
até a morte. Mas, ao mesmo tempo, uma voz interior nos sussura:
"Não o
leve muito a sério. Mantenha-o firmemente, abandone-o sem
constrangimento."
Peter Brook
(1925)
"O ponto de mudança."
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Na próxima
reflexão:
Tertuliano
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