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Com o apoio do Rei da França Henrique II, Villegagnon parte para a América com
sua esquadra de três caravelas para fundar a colônia da França Antártica. Levou ricas indumentárias, jóias e todos os parâmetros da
igreja.
Devido às intempéries, a tripulação acreditava que o mar era habitado por monstros marinhos gigantescos, que causavam maremotos e tempestades.
Quatro meses depois aportaram na Ilha de Sergipe que recebeu o nome do seu invasor,
Villegagnon. Ao instalar-se na Ilha, construiu o forte Coliny para proteção contra ataques portugueses.
O sonho de Villegagnon era a implantação de uma colônia protestante no Brasil. Ele acreditava que seria um excelente refúgio para os
calvinistas, que na França confrontavam-se continuamente com os Católicos.
A tribo dos índios Tamoios estabeleceu um longo laço de amizade com os visitantes franceses, e ofereciam fartos banquetes com caças e frutos
tropicais. Villegagnon apaixonou-se por essa "nova" gente, e cobria de jóias a filha
do cacique, que era o pajé da tribo, causando um verdadeiro contraste entre
o rústico dos Tamoios com as pedras francesas.
A Colônia que se desenvolveu com a ajuda dos Tamoios, era formada por católicos e
protestantes, que começaram a repetir aqui as rixas religiosas, Villegagnon desiludiu-se com sua França Antártica e expulsou os
protestantes da Ilha. Com esse ato, passou a ser chamado de "Caim da América" pelos calvinistas de seu país.
Villegagnon volta á França, deixando para trás, sua ilha, sua colônia e
seu grande sonho de paraíso, a França Antártica, que hoje é o nosso Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa.
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