CANTO AO ALCANCE DE TODOS
Método Hilton Prado
É o resultado de uma bem sucedida carreira artística,
cantando música erudita, enveredando pela MPB nacional e internacional,
operetas,
musicais
(broadwaydianos) e nacionais, retornando à ópera e
participando, paralelamente, dos grandes shows musicais - vide performance
artística.
Do lírico ao popular, do "Dó" de peito à
moderna aparelhagem digital eletrônica.
Em que o método se difere dos demais?
Observei ao longo dos anos a necessidade de ensinar ao aluno a história
da descoberta e o desenvolvimento da voz humana desde os primórdios,
através dos chamados grunhidos, até a atualidade.
Compreender anato-fisiológicamente o funcionamento do suposto aparelho
fonador faz com que o aluno absorva muito mais rápido o método.
Você conhece algum bebê que ficou rouco após seu
primeiro grito ou após aquelas longas crises de choro?
Pois é! A grande realidade é que o ser humano nasce com uma
impostação perfeita, fruto de mais de 400 mil anos de desenvolvimento.
Entretanto, em sentido contrário, caminham os chamados padrões
culturais que castraram e castram - FALA BAIXO!, NÃO GRITA! - o
que há de fundamental no canto para se atingir a impostação
perfeita, a chamada "pressão sub-glótica".
Ao gritar, rir, tossir, chorar, dentre outras ações fisiológicas, utilizamo-nos da referida pressão.
A PRESSÃO SUB-GLÓTICA
No curso, "Canto ao Alcance de Todos", inicia-se com noções anato-histórica sobre a evolução da voz, mostrando que o ser humano não nasceu para falar e, extensivamente, cantar, pois ele não possui um órgão ou aparelho fonador. Demonstra-se como se processou essa conquista e por meio de que órgãos e sistema isso foi possível.
A seguir, é dado ao aluno uma noção básica de anatomia e fisiologia, principalmente respiratória, elucidando onde entra a ação diafragmática, bem como a indução a redescoberta do "elo perdido", através da mecanização da pressão sub-glótica.
Por que a mulher desenvolve a sua forma de cantar a partir de sua
voz de falsete?
Seria uma característica do sexo feminino?
Eis mais uma vez os padrões culturais influenciando: -" o macho
tem que falar grosso e a fêmea fino".
Por meio de exercícios especiais tive a oportunidade de fazer essa
ligação entre a voz masculina (peito) a voz
feminina (falseteada) em algumas centenas de alunos, de ambos os
sexos, com sucesso absoluto há 10 anos.
VOCALIZAÇÕES
Mecanizada a pressão sub-glótica e a correlação entre a voz grave/peito e falsete (cabeça), o aluno passa para a terceira fase: exercícios especiais vocalizados e cantados, auxiliados por cinta abdominal, objetivando consolidar a técnica do método, ou seja, unir os dois registros (peito/cabeça) sob pressão (sub-glótica).
O método serve para o canto lírico e popular? Sim.
A diferença fundamental está na fonação
senão vejamos.
No canto popular, sua emissão vocal é coadjuvada pela sonorização
eletrônica (microfone, amplificadores, caixas de som etc.).
Já o cantor lírico, que geralmente se apresenta em palcos
acústicos, necessita projetar sua voz se utilizando de sua própria
sonorização (ressonância peitoral, orofaríngea,
boca, cavidades facial e craneana) ou seja, fonação lírica.
